A revisão de empréstimo consignado é uma medida jurídica que busca corrigir abusos cometidos por instituições financeiras, como a cobrança de juros acima da média de mercado, capitalização indevida, inclusão de seguros ou tarifas não contratados, falta de transparência no Custo Efetivo Total e descontos em folha acima do limite legal, permitindo ao consumidor reaver valores pagos indevidamente e restabelecer o equilíbrio contratual conforme garantias previstas no Código de Defesa do Consumidor e na jurisprudência do STJ.

Como Identificar e Combater Juros Abusivos e Cláusulas Ilegais

Introdução

A revisão de empréstimo consignado é uma medida jurídica cada vez mais utilizada por consumidores que enfrentam juros abusivos, cobranças indevidas e cláusulas contratuais ilegais.
Muitos clientes, ao longo da relação com bancos e financeiras, acabam contratando sucessivos produtos de crédito — como refinanciamentos e novos consignados — sem perceber que estão entrando em um ciclo de endividamento difícil de romper.

O Ciclo de Endividamento no Crédito Consignado

Uma prática comum e prejudicial é a recomposição artificial da dívida: o consumidor paga parcelas, mas o saldo devedor não diminui de forma significativa, pois novos encargos e juros capitalizados são adicionados.
Em muitos casos, o cliente é induzido a contratar um novo empréstimo consignado apenas para quitar dívidas anteriores, sem obter qualquer vantagem real.

Principais Problemas Encontrados

  • Capitalização indevida de juros (anatocismo), sem autorização expressa.
  • Taxas acima da média de mercado, contrariando dados do Banco Central.
  • Venda casada de seguros prestamistas e outros produtos não solicitados.
  • Falta de transparência no CET (Custo Efetivo Total).
  • Descontos em folha acima do limite legal.

Impactos para o Consumidor

Essas práticas comprometem a renda mensal, afetam a saúde financeira e podem gerar dano moral, especialmente quando há desconto direto em folha de pagamento, reduzindo a capacidade de sustento do consumidor.

O que Diz a Lei
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante:

  • Direito à informação clara e adequada (art. 6º, III).
  • Proibição de venda casada (art. 39, I).
  • Nulidade de cláusulas abusivas (art. 51).
  • Restituição em dobro de valores pagos indevidamente (art. 42, parágrafo único).
    A jurisprudência do STJ reforça que:
  • A capitalização mensal só é válida se houver pacto expresso (Súmula 539).
  • O CDC se aplica às instituições financeiras (Súmula 297).
  • Seguros prestamistas não podem ser impostos (Tema 972).

Quando Solicitar a Revisão de Empréstimo Consignado

A revisão é indicada quando houver:

  • Cobrança de juros abusivos.
  • Inclusão de seguros ou tarifas não contratadas.
  • Desconto em folha acima do limite legal (Lei 14.509/2022).
  • Cláusulas abusivas ou falta de clareza no contrato.

Como se Proteger

  • Solicitar cópia integral do contrato.
  • Conferir se as taxas estão dentro da média do Banco Central.
  • Questionar a inclusão de produtos não solicitados.
  • Procurar advogado especialista em direito bancário para revisar o contrato e, se necessário, ajuizar ação revisional.

Conclusão

A ação revisional de empréstimo consignado é uma ferramenta legítima para restabelecer o equilíbrio nas relações entre consumidores e instituições financeiras.
Identificar práticas abusivas e agir rapidamente pode evitar prejuízos e garantir a restituição de valores pagos indevidamente.

Seus Direitos Financeiros em Foco

Caso suspeite que está sendo cobrado de forma injusta, a revisão do empréstimo consignado é sua aliada. Busque ação revisional de contrato bancário para corrigir taxas de juros, reduzir parcelas e, em alguns casos, solicitar o ressarcimento de valores indevidos. Não hesite em contar com a orientação de um advogado especializado.

Conclusão

Ao revisar seu empréstimo consignado, você protege seus direitos financeiros e garante que seus benefícios sejam verdadeiramente corrigidos. Esteja informado, utilize as ferramentas disponíveis e compartilhe essas dicas com colegas aposentados, pensionistas e servidores públicos. Juntos, fortalecemos nossa defesa financeira.

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